E ainda há esperança no Haiti.

5 de fevereiro de 2010

Tudo bem que já faz algum tempo que ocorreu a catástrofe no Haiti, mas coisas legais sempre serão legais para admirar.

O Ciné Institute é a única escola de cinema do Haiti que, mesmo após os terremotos que atingiram a capital Porto Príncipe, continua a produzir vídeos. Um detalhe, a sede da escola foi destruída durante os terremotos.

Com produções bem simples, porém que emocionam, os temas são variados: filmagens de protestos por comidas, preces para Jesus e histórias sobre verdadeiros heróis do terremoto.

Canal da escola no Vimeo: Ciné Institute

Do Fórum para as empresas

5 de fevereiro de 2010
O Fórum Social Mundial é um grande evento que reúne diversos perfis e instituições da sociedade para um debate democrático de ideias focadas no futuro social do mundo. A DCS acredita que deve estar em todos os lugares onde existe debate de ideias, por isso foi lá conferir o que os participantes acham que as empresas podem fazer para melhorar o mundo.
Do fórum para as empresas

Tribalismo

5 de fevereiro de 2010

Nos EUA, muitas expressões artísticas do momento estão remetendo ao tribalismo. A música Boom Boom Pow da banda Black Eyed Peas, que valoriza o ritmo e a batida primitiva ficou vários meses em primeiro lugar nas paradas.
Há pouco, Avatar acabou de se tornar o filme com a maior bilheteria do cinema. A película trata basicamente de um humano que se torna parte de uma tribo que vive em uma floresta. Além disso, alguns outros filmes e seriados tangenciaram essa temática falando sobre lobisomens e vampiros - todos são uma mistura do homem com alguma criatura que é animal ou se comporta como tal.

O que aparece na cultura é um indicador do que as pessoas estão pensando ou se comportando. O tribalismo agora é uma tendência muito forte. É, possivelmente, um reflexo da descrença das instituições (como os bancos que faliram, ou as empresas que demitiram em massa), então as pessoas buscam aquilo que é mais básico, instintivo, quase animal, em si mesmos.

O interessante é que algumas marcas nos EUA já viram esse movimento e se apoderaram de suas características. A marca de roupas Diesel por exemplo assumiu a irracionalidade, ou “Be Stupid”. A Wrangler, mostrando corpos seminus em paisagens áridas, afirma “We are animals”. A tendência é americana, por aqui ainda não apareceu sinais tribais relevantes.

Roleta #6 - Superpoderes

28 de janeiro de 2010

O roleta é um projeto de verificação de comportamento e de busca de insights do consumidor através da realização de perguntas rápidas, atuais e projetivas.

Na primeira versão do ano (e a sexta edição do projeto), as perguntas foram: Se você pudesse escolher um superpoder qual seria? E o que você faria com ele?

É incrível ver como essa pergunta teve a capacidade de retratar a psique, o cenário e os interesses do portoalegrense.

Fashion Crowdsourcing

15 de dezembro de 2009

Quando nos vestimos, nos vestimos para as outras pessoas.

Claro que a gente pensa em se sentir bem, mas o jeito que nos vestimos é um jeito de projetar nossa imagem desejada. Até quem se veste sem pensar nos outros está fazendo isso.

Tanto que no momento da compra, muitas pessoas costumam levar amigos juntos pra ajudar a escolher.

Observando o comportamento das pessoas, três franceses perceberam que muita gente vai além de levar os amigos pras lojas. Muita gente tira fotos de si mesmo experimentando roupas e manda para seus amigos pelo celular, pra que elas avaliem o look.

Bom, e se ao invés de duas ou três opiniões você tivesse várias opiniões diferentes (talvez até mais sinceras) de pessoas que não te conhecem?

Essa provocação é que fez com que três franceses criassem o Fashism, um site colaborativo pra pessoas avaliarem os looks das outras.

Uma ideia bem bacana que partiu de uma observação de comportamento humano.

Que comportamentos você tem visto que podem ser aproveitados assim?

fashion

C.I.N.E.M.A

14 de dezembro de 2009

cinema

Saiu um estudo novo do instituto Synovate.

O foco deles geralmente é puramente comportamental, mas esse mês, sem deixar de falar de comportamento, eles falaram sobre mídia.

Entre muitos dados (que vocês podem ver aqui) acho legal falar especialmente em um:

Entre os residentes da Austrália, do Brasil, da china, de Hong Kong, índia, da Holanda, de Taiwan, da Espanha, da Inglaterra e dos Estados Unidos. O brasileiro é o segundo mais apaixonado pelo cinema - 33% da população declarou que sua vida seria bem pior se as salas de cinema sumissem do dia para a noite.

Só perdemos para os Espanhóis (43%), e somos seguidos de perto pelos Chineses (32%).

Vale a lembrança destes dados quando pensamos as estratégias de marketing, e não só pelo uso da mídia, mas também ações sociais, associação com filmes e outras estratégias criativas que são possíveis.

Sucesso do entretenimento

14 de dezembro de 2009

gamesSurpreendentemente este ano quem faturou mais na indústria do entretenimento foi um jogo de video game chamado Call of Duty Modern Warfare 2.O jogo de guerra pode ser jogado com pessoas de todos os cantos do planeta. E em suas primeiras 24 horas de lançamento já tinha vendido 2 milhões de cópias, do total de 7 milhões vendidos até agora.

Cada vez mais games estão fazendo sucesso em suas diversas plataformas.Seja no console mesmo ou em sites, telefones Deixaram de ser brincadeira de criança ou homem, e se tornou entretenimento para todos. Um exemplo disso, é que atualmente, as mulheres são o público que mais joga games no iPhone.

Isso seria um alerta para investir mais em advergames ou merchandising nos games?

O Neoconsumidor

13 de dezembro de 2009

No mês de setembro foi realizado um estudo chamado “Neoconsumidor: Decifra-me ou te Devoro”. Desenvolvido pela GS&MD em parceria com o Grupo Ebeltoft, revela as principais caracteristicas desse consumidor multicanal.

neo

Como age esse consumidor?

- Pesquisa na internet antes de ir à loja física

- Tem acesso a vários canais digitais – internet, celular e TV Interativa

- A Internet é sua principal ferramenta de busca e comparação de produtos

- Compara marcas e produtos

- Chega ao ponto-de-venda informado sobre preços e características dos produtos

- Somente 12% dos internautas acabam comprando ou realizando alguma transação on line.

E engana-se quem pensa que a classe C não possui neoconsumidores. Eles estão cada vez mais informados e certos do que querem comprar ao chegar no ponto de venda, já com as comparações de preços e outros detalhes definidos. Sempre querendo poupar tempo e dinheiro.

Tendo esse consumidor imerso em tecnologias e informações, fica para as empresas, a missão de se adequar a ele, estando disponivel nas mídias e tendo profissionais preparados para atender esse cliente que sabe o que quer e que conhece o que compra.

O futuro da classe C

13 de dezembro de 2009

O Data Popular, braço do grupo Datafolha focado nas classes de baixa renda, divulgou, no início desta semana, quais serão as 10 tendências para a classe C. Até o momento foram realizadas 100 mil entrevistas em 180 cidades brasileiras, o que permitiu traçar o comportamento e perspectivas para o futuro desta classe.

O Data Popular ressaltou que são vários os motivos para focar-se na classe C. Atualmente, ela representa 90% da população brasileira, é responsável por 79% do consumo, atinge 69% do mercado de cartões de créditos, representa 86% dos total de internautas no Brasil e movimenta mais de 760 bilhões por ano.

E então, como será a classe C no futuro?

1. Consumo de inclusão: a classe C também quer comprar, mas o foco é diferente da classe A. Eles preferesm a qualidade e a quantidade, não o status e a exclusividade.

2. Acesso e qualidade: para a classe C, a compra é considerada um investimento. Eles pesquisam antes de comprar.

3. Capilaridade, aval e segmentação: o ponto de venda deve ser próximo, pois fazem compras a pé e, na falta de dinheiro, sempre há o mercadinho da esquina que vende fiado.

4. Redes, dicas e boca a boca: são mais colaborativos e dividem a informação com a família e os vizinhos. Todos dão dicas de descontos, bons produtos e atendimento. E uma vez conquistados, se mantêm fiéis.

5. Tecnologia, família e invstimento: o computador conquistou seu espaço na sala da família de classe C. Representa acesso ao conhecimento, entretenimento e lazer.

6. Educação e cultura: caminho para a ascenção social. Estudar funciona como um plano de previdência familiar pois melhora a qualidade de vida de todos.

7. Juventude geração C: o Brasil do futuro tem a cara dos jovens da atual classe C. E esse jovem tem voz ativa dentro da família, 68% deles estudou mais do que os pais.

8. Identidade e autoestima: valoriza a conquista e enaltece a origem. Aqui vale a pena prestar atenção na regionalidade, na comunidade e na igreja.

9. Vaidade e beleza: estar bem arrumada é uma forma de diminuir as barreiras étnicas e sociais. As mulheres gastam em média 50 reais por mês no salão e 89% das entrevistadas afirmam que os cuidados pessoais as fazem melhores.

10. Novos papéis e nova família: a relação homem e mulher ganha maiores contornos nesta faixa de renda. 30% das familias da classe C são chefiadas por mulheres. A tão desejada igualdade de direitos chegou primeiro na classe C.

Brandspaces: Wii Active

12 de dezembro de 2009

Brandspaces (ambientes físicos onde a marca pode se mostrar sem a necessidade de vender algo) são um tipo de estratégia de marca que eu acredito muito.

EA Games, principal produtora de vídeo-game do mundo, fez bonito com seu espaço dedicado ao Wii Active – considerado o melhor sistemas de exercícios para o Nintendo Wii.

Em duas lojas, uma em Boston e outra em São Francisco, eles vendem o sistema, dão treinamento para o uso doméstico e de quebra ainda comercializam uma série de acessórios e outros produtos relacionados com o jogo. Mas também, o que eu considero mais importante, badalam o jogo em ambientes da moda e causam uma experimentação extremamente legítima.

Fora do mundo digital, os Brandspaces, são mais uma alternativa a mídia tradicional.

wii