Up in the air

6 de agosto de 2010

Ao longo desse ano, inúmeras notícias e pesquisas nos provaram que a classe C não se satisfaz mais com pouco. Ela quer a melhor qualidade, os melhores produtos e as melhores marcas – desde que as parcelas caibam no seu bolso.
O brasileiro de classe C tem, hoje, mais poder de compra que a classe alta (coletivamente, claro). Estamos falando de pessoas que já têm computador em casa, compram pela internet e, recentemente, antes dos jogos da Copa, impulsionaram as vendas de TVs de LCD no país.

O interessante é perceber que os sonhos de consumo desse cara não se restringem a equipar a casa. Eles também estão estreando em categorias de serviços antes distantes da sua realidade. Por exemplo, a demanda por vôos domésticos, que vem crescendo impulsionada por esse público. Percebendo isso, algumas companhias aéreas já botaram a mão na massa. A Tam, por exemplo, planeja vender suas passagens através de uma parceria com as Casas Bahia. Já a Azul pretende disponibilizá-las em redes de supermercado. Tudo isso de uma maneira plausível para o bolso da classe C, ou seja, em muitas parcelas.

A venda de passagens em supermercados é algo bem inusitado, mas estamos falando de um canal onde esse público está presente. Se isso vai funcionar é outra história, mas será muito interessante ver o turismo interno se movimentar com essa nova oportunidade. Vale lembrar que temos pela frente dois exemplos que prometem movimentar as rotas domésticas: Copa do Mundo FIFA e Jogos Olímpicos.

Certamente - e nós sabemos bem - o mercado não vai parar por aí. Novas oportunidades surgirão para segmentos que, uma vez, eram inatingíveis para esse público. Quais serão elas? O que mais pode ser vendido para esses caras? O que eles desejam e não podem comprar? Como a sua marca entra no meio disso?

E agora, online ou offline?

5 de agosto de 2010

Sim, já sabemos que estamos vivendo o momento mais digital de todos, é a evolução, claro.  Sabemos dos beneficios que a internet pode nos proporcionar, tais como: economia de tempo, acesso mais fácil à informações. É estar ligado a tudo que acontece, ser online, ser mobile.

As empresas estão ligadas nisso. Agora, como chamar a atenção em meio a tantas ações virtuais? A solução encontrada por algumas delas, é trazer o online para o offline. tornar as coisas mais analógicas.

Abaixo estão dois exemplos que aconteceram recentemente e nos mostram isso. Ambos usaram o Facebook como meio de chamar a atenção, nada surpreendente já que é a rede social mais “populosa” do mundo, com 500 milhões de usuários.

A Diesel, criou o Facepark que está acontecendo em vários parques do mundo. A proposta: fazer as pessoas passarem horas em um parque, interagindo com “pessoas reais”, ao invés de passar esse tempo na frente do computador, mexendo no facebook.

facepark-1

A T-Mobile está levando o Facebook  às ruas, para promover seus serviços mobile. A marca colocou no centro de Budapeste um painel de quatro metros de altura. Nele todos os recados postados no perfil do facebook, facebook on the streets, são representados ao vivo na praça. Mas tudo representado de forma analógica, com cartazes escritos à mão. A ação dura até dia 08 de agosto.

38865_142697509087934_140469509310734_302240_4970091_n

Fica a pergunta: Você acha que o online sobrevive sem offline, e vice versa?

Consumo Colaborativo

17 de junho de 2010

Na minha percepção uma das coisas mais interessantes que todo esse ambiente de cooperação que a internet proporciona aos espertos e bem intencionados é o tal do Consumo Colaborativo.

Alimentado pela crise econômica e por toda a visibilidade dos movimentos ambientais o Consumo Colaborativo promete ser uma segunda via através do aluguel (ou disponibilização) de espaços ociosos, divisão de bens e acessos…

É uma completa quebra do raciocínio do mercado que estamos acostumados.

Algumas empresas já nasceram com esse pensamento e dia a dia novas surgem para revolucionar. Os exemplos que seguem ilustram bem, vale dar uma procurada no Google por algumas delas.

Bom, eu acho que devemos estar preparados para um consumo bem diferente.

Para saber mais vale visitar o site do livro Collaborative Consumption que sai em alguns meses.

Roleta #10 - Retail Now

10 de junho de 2010

Para a décima edição, do Roleta, realizada no Shopping Iguatemi de Porto Alegre, nada melhor do que uma edição especial. Essa foi feita para a The Store, de Londres, que participou do nosso projeto Retail Now. Nela fizemos perguntas relacionadas a compras, o resultado você confere abaixo.

edfdftg

O Roleta é um projeto de pesquisa da área de Planejamento da DCS. A ideia é buscar pistas sobre comportamentos do consumidor através de perguntas rápidas.

A Volta

2 de junho de 2010

Se você pensava que nunca mais reviveria os dias de fita k-7, amigo, você estava enganado. Depois do revival dos discos de vinil e das mil e uma explicações de que a qualidade é tecnicamente comprovada, chegou a vez das fitas darem as caras.

Embora a volta ainda seja sutil, ela vem causando muita polêmica. Se poucas gravadoras se arriscam à lançar este formato, o que dizer sobre os consumidores já tão acostumados com seus iPods?

Realmente não parece existir – ainda – nenhum argumento forte o suficiente que convença o público a voltar a carregar walkmans na cintura e passar trabalho na hora de voltar ou avançar faixas.

De qualquer forma, a Subpop distribuiu fitas da banda Dum Dum Girls, e a cantora Goldfrapp lançou uma versão em k-7 do seu álbum mais recente – também existem boatos de que Beck estaria para lançar covers de Sonic Youth nesse formato.

Enquanto nada se define, fica a pergunta: será que essa “tendência” vai à diante?

Make Music. Now.

28 de maio de 2010

imagemfdffdff

Para os inconformados por não tocar nenhum instrumento, ou cantar,bem, o startup UJAM trás a solução para os problemas. Quem curte música, mas não sabe tocar nada, ou simplesmente não tem tempo, o programa serve para compôr, produzir e publicar músicas. O projeto de Hans Zimmer e Pharrell Williams serve como um aplicativo para web, basta o interessado gravar algum ritmo, seja cantarolando, assobiando, batucando.  A tecnologia topnotch transforma esses sinais em uma peça de piano, guitarra, ou até mesmo uma orquestra inteira. Para aqueles que já tem uma certa experiência e tocam algo, o UJAM aperfeiçoa o som e os deixa em um tom harmõnico e o sincroniza com a música.

Confira o video e aguarde esse lançamento.

Deixe a sua marca e ajude outros a lerem a cidade!

13 de maio de 2010

Redes sociais online já não são mais novidades, existem inúmeras e para diferentes públicos, mas tem uma que é 100% offline e voltada para moradores de rua.

O projeto foi encartado na revista Pavement, uma pequena instituição de caridade que tem como seu “principal produto” uma revista mensal voltada para esse público, a revista é distribuída gratuitamente (é claro!) nas cidades de Londres, Edinburgo e Glascow.

Funcionando como uma espécie de Foursquare, o “Homeless City Guide” é um guia de sinais que contam um pouco do que a pessoa pode encontrar naquele lugar. Por estarem sempre em constante atualização, os sinais são temporários e feitos com giz. A ideia foi criada por Emily Read, uma estudante de design que pensou no guia como uma ferramenta para deixar a cidade mais amigável e útil para os menos favorecidos. Os sinais foram inspirados na Hobo Culture do século passado.

Simples e muito útil.

imagem11

Celebrity sells

11 de maio de 2010

Nas últimas pesquisas que fizemos aqui no departamento de planejamento sobre uso de celebridades encontramos um caso que chamou a atenção. A Polaroid contratou como diretora criativa a popstar Lady Gaga.

Lady Gaga

O mercado da Polaroid anda bastante problemático. Não é nenhuma novidade: máquinas que utilizam filmes estão em desuso por conta da entrada das digitais. O que é novidade é que eles querem fazer as antigas máquinas instantâneas voltarem à cena, o que é um desafio e tanto, quem sabe até impossível. Entretanto, se eles realmente querem levar à cabo o seu objetivo, a escolha da celebridade não poderia ser mais adequada. A cantora foi considerada há pouco tempo a artista mais influentes do mundo pela revista Time.

Lady Gaga está na empresa como diretora criativa para ajudar a desenhar produtos, o que não diz muita coisa por enquanto. Entretanto, já garantiu espaço para os produtos da empresa em um de seus videoclipes, o que é uma ótima exposição para a marca.

Ficamos na expectativa de novidades ou não da cantora para a marca.

Sample Lab no Brasil

10 de maio de 2010

Depois de três anos do seu lançamento,  em Tóquio,  a Sample Lab,  chega ao Brasil.

pic4

A Sample Lab consiste em uma loja onde o consumidor pode “comprar” produtos que ainda não foram lançados no mercado. A diferença:  o valor do produto não é pago em dinheiro, e sim com um questionário, que deve ser preenchido com as percepções que o consumidor teve do produto.

Para ter acesso a loja, basta se cadastrar no site e pagar a quantia de  quinze reais anual. Depois irá receber uma carteirinha que dará acesso livre para consumir os produtos, das áreas de alimentos, bebidas, cosméticos, higiene, vestuário e até de eletroeletrônicos. As visitas, são agendadas,  e cada pessoa tem direito a adquirir cinco produtos por visita.

A loja, Sample Central (nome da franquia brasileira), é uma sociedade sociedade entre a Bullet, o IBOPE, o publicitário Celso Loducca, João Pedro Borges e dois fundos de investimentos. Ela  inaugura em junho e ficará na Rua Augusta, 2078 / 2080, Jardins, São Paulo.

Explorando o Foursquare

3 de maio de 2010

Surgiu como uma simples rede social, depois de quase quatro  anos o Foursquare ganha a simpatia das companhias que estão investindo nessa rede social.

imagem1

No exterior a  Starbucks,tem uma badge chamada “Barista”. Para conquista-lá é preciso dar  check-in em 5 lojas diferentes da rede de cafeterias. O Wall Street Journal quer ajudar as pessoas a conhecerem melhor Nova York, para isso foram divididas em três badges, que incluem check-in no centro financeiro, em restaurantes e em um dos outros bairros da cidade propostos pelo Jornal. Já a marca de luxo Jimmy Choo está dando check-in em um par de seus tênis em vários pontos da cidade. Quem  encontrar primeiro o pacote antes dele seguir para o próximo ponto é premiado com um par.

Aqui no Brasil, a Perdigão que está premiando os mayors dos estabelecimentos participantes com drinks e refeições nos locais participantes. As ações aqui no Brasil ainda estão engatinhando, e ai está a oportunidade de explorar essa ferramenta que no exterior já faz sucesso entre seus adeptos e grandes companhias.

Vendo esse sucesso, o rede lançou uma ferramenta para os donos dos negócios, onde o dono ao se cadastrar pode receber as informações como: Quem é o mayor, quantidade de check-ins,  em que horário do dia as pessoas vão mais ao local, os visitantes mais recentes.