
Depois da tragédia que sucedeu no Chile, quando foi abalada por um dos maiores terremotos do mundo, pude ver in loco alguns erros e acertos de empresas. A questão o que fazer em momentos de crise é muito conhecida quando a empresa está no foco do problema, mas o que fazer quando o país, a população entra em crises como essa? Aqui alguns exemplos que pude ver sobre o que fazer e o que não fazer durante uma catástrofe.
Nos dia seguinte ao terremoto foram publicados anúncios de empresas com ótimas estratégias:
O Banco do Chile aumentou prazos, zerou juros, agilizou o atendimento dos clientes de seguros, deram descontos em seus cartões de crédito para compras em farmácias e lojas de material de construção. Outro banco liberou empréstimos em dinheiro vivo para ser pago em várias parcelas sem juros.
Uma empresa de telefonia deu grandes descontos para todas as ligações aos locais afetados pelo terremoto. Ainda recomendou a todos a racionalizarem as linhas telefônicas: falando o menos possível, enviando mensagens em vez de ligações e solicitando que não façam download de arquivos - tudo isso para que as linhas telefônicas estejam sempre livres no caso de emergência. Outra empresa de telefonia foi mais longe: deu aos seus clientes da área afetada vinte minutos mais 80 mensagens de texto totalmente grátis.
Supermercados e lojas agradeceram publicamente o esforço de seus funcionários para ajudar a reabrir as lojas, apesar das circunstancias. Também reiteraram - ajudando o governo - que não havia nenhum problema de estoque e abastecimento de água, comida ou remédios.
Um dos grandes times de futebol do país abriu uma sessão de autógrafos e fotos com os seus jogadores para os seus torcedores, em troca pediram qualquer tipo de ajuda ou de doações.
Essas foram as principais ações das empresas que se manifestaram durante o grande caos que se tornou o país depois do sismo. As ações não só ajudaram efetivamente a população, como também garantiram para as marcas uma imagem muito positiva de seus clientes.

Entretanto, muitas empresas demoraram a reagir e repensar suas ações frente ao terremoto. Os supermercados que decidiram por não abrir as portas nos dias que sucederam a tragédia tiveram um verdadeiro revés: foram saqueados, e alguns, incendiados. Nesse caso, teria sido um prejuízo muito menor, se os supermercados doassem para a população toda a bebida e comida que tinham em estoque.
Além disso, um problema muito freqüente que se viu foi que algumas empresas não retiraram as suas propagandas (tanto em tevê, como em jornal) que não estivessem falando do terremoto. Era realmente muito estranho assistir ao noticiário mostrando milhões de desamparados e, logo em seguida, assistir uma propaganda com pessoas sorridentes, fazendo coisas irreverentes em suas casas perfeitas. Teria sido melhor não ter absolutamente nenhuma comunicação.
Esses foram os principais pontos que se pôde ver em relação a ações e comunicação de empresas depois da catástrofe no Chile. O principal é facilitar a vida das pessoas e comunicar sabendo que as pessoas estão sensibilizadas ao extremo.









