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Roleta #9 - Compras pela internet

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A nona edição do Roleta está pronta. Fomos até a tradicional Feira do Peixe de Porto Alegre perguntar para as pessoas sobre uma forma de venda não tão tradicional: compras on-line.

Confira no vídeo abaixo o que as pessoas responderam quando perguntamos “Você já fez compras pela internet?”.

Roleta #9 Compras pela internet from DCS on Vimeo.

O Roleta é um projeto de pesquisa da área de Planejamento da DCS. A ideia é buscar pistas sobre comportamentos do consumidor através de perguntas rápidas.

Como fica a propaganda no iPad?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

ipad2O anúncio do novo produto da Apple, o iPad, deu muito o que falar. A sua chegada ao mercado e seus grandes resultados de vendas também. Na publicidade, o que vem se discutindo e experimentando muito é o valor dessa nova mídia.

Publicações como a revista GQ e o jornal USA Today têm estratégias bem diferentes na hora de cobrar das agências por anúncios em suas publicações (que possam ser acessados pelo iPad). A revista, por exemplo, cobra como se fosse um anúncio impresso enquanto que o jornal coloca o preço em um outro patamar, bem diferente do que cobraria para colocar na versão impressa.

Essas maneiras de cobrar dos clientes são apenas duas de muitas, pois existem outras tantas formas. Alguns veículos não liberam anúncios no iPad se não estiverem também presentes na versão impressa, outros cobram mais que a versão impressa já que a nova tecnologia possibilita interações.  Tanta dúvida é decorrente do fato de que a tecnologia é muito nova e ainda não existem dados de como os consumidores vão lidar com o iPad, que conteúdo vão consumir, como vão consumir, etc.

É bastante interessante essa situação, pois faz pensar o verdadeiro valor das mídias e dos consumidores impactados. Vamos ver com o tempo que valor a publicidade vai dar para o iPad.

Fast food saudável, pelo menos é o que não parece

quinta-feira, 18 de março de 2010

A designer chinesa Daizi Zheng com a idéia de ajudar as pessoas a mudarem seus hábitos alimentares para uma dieta saudável, criou um projeto que utiliza o design como um fator importante para essa mudança. A designer utilizou embalagens de comida fast food, de cigarro e remédios para colocar comidas saudáveis. São pedaços de aipo, de cenoura e uvas. A idéia surgiu da observação dos consumidores, para a designer eles estavam conectados ao consumo da imagem dos alimentos.

O projeto é interessante do ponto de vista do design, da discussão sobre a alimentação e o consumo de imagem. Claro que o projeto é provavelmente experimental, entretanto é pouco provável que as pessoas mudem seus hábitos alimentares por conta de uma embalagem de fast food.

O que você acha? Funciona?

TXT!? L8R!? OMG!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

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Se você não faz ideia do que as siglas acima querem dizer, você bem que pode tirar proveito de um novo produto da LG.

Contextualizando um pouco a história…

Com a tecnologia cada vez mais intrínseca à vida dos jovens, os pais se viram obrigados a tentar controlar de alguma maneira o que os filhos vinham fazendo no “mundo virtual”.

Mas os filhos, é claro, não querem ser controlados. E foi aí que começou a se proliferar uma linguagem própria na internet, com siglas e códigos que poucos compreendem (os jovens, basicamente). Por exemplo:

TLK 2 U L8R = Talk to you later.

A LG, percebendo que os pais ainda querem um pouco de controle sobre esse cenário, lançou o DTXTR (dee-text-er), um aplicativo que promete traduzir até 2.000 desses códigos em bom inglês.

E a sua marca, entende os códigos que o seu consumidor usa?

Reestruturação no Varejo

sexta-feira, 26 de junho de 2009

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Na palestra da DCS “Vendendo na Crise”, um dos pontos abordados dizia que o varejo iria passar por uma reestruturação. E que essa reestruturação se daria fundamentalmente pela eliminação de alguns players.

De fato, pudemos já observar isso em níveis bem macro com casos como a Circuit City ou até a própria GM. E até aqui, onde a marolinha bateu de leve, algumas empresas não resistiram.

Agora, um setor específico do varejo está passando por uma reestruturação muito semelhante: as mega-stores de discos de CDs. O New York Times publicou uma matéria falando justamente sobre como essas grandes lojas estão desaparecendo (o último caso foi a Virgin Mega Store em NY).

Claro que isso passa por uma mudança de formato fundamental: a música migrou quase que definitivamente para o ambiente digital. Mas a crise “desligou os aparelhos” que mantinham essas lojas respirando.

O interessante é que, além de comercializar os discos e CDs, essas lojas eram o local onde se cultivava um hábito muito comum às pessoas que era conversar e aprender sobre música.

E embora alguns sites já ofereçam alternativas nesse sentido, eu ainda apostaria na manutenção desse comportamento em um ambiente não-virtual. Aqui no Brasil, as pequenas lojas de vinis estão sobrevivendo. Eu diria que, além da atmosfera cool que os vinis adquiriram hoje, esse hábito é uma das coisas que as mantém vivas.

Imagine se a sua marca representasse esse ponto de encontro para as pessoas. Será que é possível construir isso?

Young

terça-feira, 26 de maio de 2009

 

 

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Certamente, o meu discurso como Young foi o mais atrapalhado de todos os tempos. Eu apaguei as vogais do meu alfabeto. Esqueci de agradecer ao patrocinador. Gesticulei como um boneco de posto de gasolina. Enfim, coisas que acontecem quando alguém com quase dois metros de comprimento é pego de surpresa.

 

Por mais que eu tivesse me preparado, vi as pastas dos concorrentes e senti o drama. Pois, ainda que um bom número de criativos brilhantes ficasse de fora em função do limite de idade, tinha gente muito talentosa na disputa. Motivo a mais para ficar feliz e abestalhado com o resultado.

 

Mas depois que a adrenalina baixou e eu consegui voltar a andar sobre duas pernas, conversei com os jurados. Eles disseram que o meu portifólio tinha pontos fortes que fizeram a diferença.

 

O primeiro foi o conjunto de trabalhos que fiz com o meu dupla aqui na DCS, o Gregory Kickow. Meu grande e genial amigo que também é conhecido pela carinhosa alcunha de Polaco Dourado.

 

O segundo foram as ações integradas. Cases que tive a oportunidade de realizar na Box 1824 e na LiveAD em uma época em que o mercado ainda via blog como sinônimo de diário pessoal e Titanium era só o material daquelas chapas que são implantadas no fêmur. Foi uma experiência enriquecedora.

 

O terceiro ponto foi a vontade de ganhar. Com a ajuda do Gregory, e dos meus amigos Gustavo Tissot, o Everson Klein e o Gabriel Gama, consegui fazer uma apresentação diferente, que incluiu uma animação e um menu para o DVD onde consegui fazer uma piada com o viral das sobrancelhas do chocolate Cadbury. O Tissot, que é diretor de cena e trabalha na Mínima, foi simplesmente genial. Como sempre.

 

O agradecimento mais especial vai para a minha noiva, a Rossana Arriens, que SEMPRE me apóia. Smacks para a Mimi!

 

No mais, estou pegando boas dicas de quem já foi a Cannes e ouvi falar de um lendário jantar oferecido pelo Beto lá na Riviera Francesa. Na volta, quando eu me recuperar do coma, conto tudo para quem quiser saber.

 

Bisous,

Patrick

Bodas: um ritual ultrapassado?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

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Nunca os brasileiros se separaram tanto. Segundo o IBGE, um em cada quatro casamentos foi desfeito no último levantamento em 2007. Com tanta gente separando-se, quem se mantém casado deveria comemorar, certo?

Na teoria, sim, mas estas coisas a gente só descobre falando com quem vive este universo. Para saber qual é o status das bodas, fomos a campo e conversamos com diversos presenteiros de grandes cidades do Brasil.

E, na prática, descobrimos que a comemoração de bodas (comemoração de aniversário de casamento) nunca esteve tão em baixa. Hoje, segundo os presenteiros, a proporção de quem monta lista de casamentos pra quem faz lista de bodas é de cem para um (!). Já foi bem mais favorável…

A quase extinção das bodas está ocorrendo porque os casais consideram hoje este um ritual muito antiquado pela sua formalidade. Quem comemora já o faz incluindo elementos de modernidade, como substituir presentes de uso bissexto por viagens e outras formas de lazer.

O próprio casamento já se tornou anacrônico e reciclou-se junto a novas gerações, assumindo vários formatos e mantendo-se como ritual. O fim das bodas as we know it abre espaço para uma renovação. Afinal, novos rituais iniciam-se em algum momento - e que marca não gostaria de associar para si atributos de fidelidade, confiança, companheirismo e durabilidade? Rituais mudam, mas a essência que os faz existir, permanece.

Direto do BETABLOG.

Talento da DCS tem reconhecimento internacional

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O designer da DCS, Fernando Togni, teve seu trabalho selecionado num concurso da revista IdN (International Designers Network) em parceria com a banda Omega Code. A proposta era criar um cartaz que incluísse o logo da banda e os temas religião, esoterismo e misticismo. E mais do que ser um selecionado entre diversos designers do mundo inteiro, Fernando ficou entre os 20 melhores e sua arte vai estar em destaque no livro que será publicado pela Omega Code e a IdN. É mais um talento da DCS fazendo bonito lá fora.  Parabéns, Fernando.

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Veja aqui os outros trabalhos vencedores.

Direto do BETABLOG: Recession-Proof

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Aproveitando o embalo do último post, do Gustavo, vale lembrar de um outro comportamento que tende a florescer em períodos de crise como os atuais: a busca por empresas de reparos e restauração.

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Sentindo-se traídas e inseguras (falamos sobre isso na apresentação do estudo Vendendo na Crise - DCS/WPP), as pessoas vão rever o seu conjunto de valores.

Ou seja: consumo desenfreado “is out” e moderação (ou frugalidade, como tem se falado) “is in”.

Nesse contexto, restaurar uma calça usada ou reparar um calçado antigo tende a ser uma atitude mais recorrente do consumidor.

As empresas que oferecem esses serviços estão prosperando e inclusive abrindo franquias ao redor do mundo, em plena crise. Provando que em todo problema há uma oportunidade.

Aqui no Brasil esse comportamento não se restringe aos períodos de crise. Em 2007 estivemos na casa das mulheres nordestinas, conversando com elas e vivendo um pouco do seu dia-a-dia. E um dos highlights dessa imersão foi justamente que o nordestino é muito afeito ao reparo de calçados, por exemplo.

Será que esse comportamento vai se intensificar?

Isso também não indica que produtos com maior versatilidade de uso tendem a ser mais procurados?

Direto do BETABLOG.

Revistinhas bacanas. Cheirosas, caras e inúteis.

domingo, 12 de abril de 2009

wallpaper_magazine_cover11Tenho um impulso que ainda não consegui tratar: comprar e ler(ainda que nem sempre dê) todo o tipo de revista. Da Bravo a Wallpaper

Pois é. Aí é que o bicho pegou. Nos últimos dias, consequência do acúmulo de viagens, juntei um embaraçoso volume de revistas, que ainda não sei como dar cabo de ler. Nesse final de semana, quente e ensolarado em Porto Alegre, juntei 5 delas e me aboletei numa espreguiçadeira. Numa espécie de roleta russa, catei a primeira: Esquire. Target: jovem americano, metido a descolado, juntando dinheiro pra comprar alguma daquelas maravilhas anunciadas nas impressionantes primeiras vinte páginas. De ternos Prada ao último modelo de notebook da Dell. Direção de Arte caprichada, diagramação impecável. Uma matéria sobre como fazer a mala, uma outra, vá lá, interessante, sobre produtos “green”, mochilas com baterias solares que carregam o notebook e por aí vai. Uns samples de perfumes depois, joguei aquele monte de papel bem editado na grama. Alguma reflexão? Necas.

Com o mesmo critério solar-randômico, passei a folhear a Wallpaper. Sessenta páginas de anúncios depois, a gente acha o primeiro texto. Uma carta do editor, fazendo loas a uma exposição do Corbusier em Londres, concreto pra cá, lofts pra lá, não fui até o fim do texto, porque o cara começou a falar do bairro onde ele nasceu, o qual eu não tive o menor interesse em conhecer. Anúncios do Patek Philippe depois, me deparo com uma matéria com título metido, falando sobre taxidermia aplicada ao design, ilustrada por horrorrosos lustres de pombos empalhados. Eu já estava começando a me irritar com aqueles anúncios de produtos que só são usados…nos anúncios. Fala sério: quem toma banho numa banheira de quatro pontas com um chuveiro no meio? Mais adiante fiquei intrigado com um anúncio de uma tal Eggersmann(www.eggersmann.com). Não dá pra saber se é uma cozinha, um balcão ou uma tumba. Vai lá no site e descubra você mesmo. Força na peruca. “Mario, seu ignaro, é a Wallpaper, dá um desconto”. Minha paciência acabou quando cheguei a pagina 187. Trick Shot era o título da matéria sobre mobiliário de formas geométricas. Feios, inúteis, frios. 

Deu, não é? Quem lê deve estar se perguntando por que esse cara está com raiva de uma revista tão bacana como a Wallpaper

É que, no dia-a-dia,  a gente acaba sorvendo tanta coisa sem sentido, sob a desculpa da busca de “referências”. Vale para a propaganda, para a cultura, para a arte e qualquer outra manifestação humana. Acabamos substituindo o olhar curioso. O olhar reflexivo. Afinal está tudo ali, naquela estética pós-não-sei-o-quê. É rapido, incolor, insípido e inodoro. Nem ler, precisa. 

Ainda bem. Diminuí minha pilha de revistas com certa rapidez e fui ler Vitaminas Filosóficas, que eu surrupiei da mesa do Beto Callage. Que alíás, recomendo pra quando o olho cansar do photoshop.