
Ao longo desse ano, inúmeras notícias e pesquisas nos provaram que a classe C não se satisfaz mais com pouco. Ela quer a melhor qualidade, os melhores produtos e as melhores marcas – desde que as parcelas caibam no seu bolso.
O brasileiro de classe C tem, hoje, mais poder de compra que a classe alta (coletivamente, claro). Estamos falando de pessoas que já têm computador em casa, compram pela internet e, recentemente, antes dos jogos da Copa, impulsionaram as vendas de TVs de LCD no país.
O interessante é perceber que os sonhos de consumo desse cara não se restringem a equipar a casa. Eles também estão estreando em categorias de serviços antes distantes da sua realidade. Por exemplo, a demanda por vôos domésticos, que vem crescendo impulsionada por esse público. Percebendo isso, algumas companhias aéreas já botaram a mão na massa. A Tam, por exemplo, planeja vender suas passagens através de uma parceria com as Casas Bahia. Já a Azul pretende disponibilizá-las em redes de supermercado. Tudo isso de uma maneira plausível para o bolso da classe C, ou seja, em muitas parcelas.
A venda de passagens em supermercados é algo bem inusitado, mas estamos falando de um canal onde esse público está presente. Se isso vai funcionar é outra história, mas será muito interessante ver o turismo interno se movimentar com essa nova oportunidade. Vale lembrar que temos pela frente dois exemplos que prometem movimentar as rotas domésticas: Copa do Mundo FIFA e Jogos Olímpicos.
Certamente - e nós sabemos bem - o mercado não vai parar por aí. Novas oportunidades surgirão para segmentos que, uma vez, eram inatingíveis para esse público. Quais serão elas? O que mais pode ser vendido para esses caras? O que eles desejam e não podem comprar? Como a sua marca entra no meio disso?










