Arquivo da Categoria ‘varejo’

Consumo Colaborativo

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Na minha percepção uma das coisas mais interessantes que todo esse ambiente de cooperação que a internet proporciona aos espertos e bem intencionados é o tal do Consumo Colaborativo.

Alimentado pela crise econômica e por toda a visibilidade dos movimentos ambientais o Consumo Colaborativo promete ser uma segunda via através do aluguel (ou disponibilização) de espaços ociosos, divisão de bens e acessos…

É uma completa quebra do raciocínio do mercado que estamos acostumados.

Algumas empresas já nasceram com esse pensamento e dia a dia novas surgem para revolucionar. Os exemplos que seguem ilustram bem, vale dar uma procurada no Google por algumas delas.

Bom, eu acho que devemos estar preparados para um consumo bem diferente.

Para saber mais vale visitar o site do livro Collaborative Consumption que sai em alguns meses.

Roleta #10 - Retail Now

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Para a décima edição, do Roleta, realizada no Shopping Iguatemi de Porto Alegre, nada melhor do que uma edição especial. Essa foi feita para a The Store, de Londres, que participou do nosso projeto Retail Now. Nela fizemos perguntas relacionadas a compras, o resultado você confere abaixo.

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O Roleta é um projeto de pesquisa da área de Planejamento da DCS. A ideia é buscar pistas sobre comportamentos do consumidor através de perguntas rápidas.

Tesco Fashion

sexta-feira, 26 de março de 2010

Foi-se o tempo em que Fast Fashion era exclusividade apenas de lojas como a Zara. Depois do boom da parceria da C&A com estilistas como Reinaldo Lourenço e Isabela Capeto, Fast Fashion é um termo que nós conhecemos muito bem.

Acontece que ele ficou tão conhecido, que agora todo mundo quer fazer, até marcas de supermercados! E foi o que aconteceu com a Tesco do Reino Unido. Depois de ser a patrocinadora oficial da Semana de Moda de Londres, ela lançou a F & F Couture, coleção que pode ser encontrada no site clothingattesco.com.

E a novidade acaba aí. Por mais inédito que seja uma rede de supermercado integrar-se no mundo da alta moda, não é lá tão surpreendente. Afinal de contas, as informações são compartilhadas numa velocidade cada vez maior para cada vez mais pessoas – e é justamente esse o conceito de Fast Fashion: colocar nas lojas as últimas novidades bem mais rápido para que elas saiam mais rápido.

Mais uma ação da Ikea

quarta-feira, 17 de março de 2010

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Aproveitando as oportunidades, para tornar-se queridinha entre os consumidores, a Ikea novamente  lança uma ação esperta.

Por que não tentar parecer a solução, “salvação” para  alguém?

Quem não gostaria depois de um dia de trabalho,  cansativo, esparramar-se no sofá de sua casa, mas ao  invés tem que  esperar um trem, ônibus?

Ações que tornem esse momento mais agradável,  podem cativar um bom público. Foi ai que a marca de  produtos para  casa, viu uma oportunidade.

A marca encheu as plataformas de trem, Saint-Lazare, Champs-Elysées Clémenceau, Concorde e Opéra, de  Paris,  com sofás. Os móveis são combinados com fotografias de espaços criados com produtos da empresa. A ação dura até dia 24 de março.

E-Consumidores

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O número de consumidores que compraram pela internet chegou a 13,2 milhões de brasileiros em 2008, o que representa um aumento de 39% em relação a 2007, segundo dados do relatório WebShoppers, realizado pela consultoria e-bit.

E o potencial de expansão para 2009 é ainda maior.

O volume de consumidores online aumentou consideravelmente nos últimos anos devido à entrada das classes C, D e E no meio digital. Segundo a e-bit, famílias com renda média mensal de até 3 mil reais representaram 60% dos novos e-consumidores em 2008. O mesmo estudo estima uma expansão de 70% nas mesmas classes para 2009.

Hoje, 75% dos internautas brasileiros possuem renda de até cinco salários mínimos mensais, sendo que, 55% deles estão na classe C. A base da pirâmide social brasileira também é dona de 69% dos cartões de crédito que circulam no país.

O IBGE também divulgou recentemente que a web influencia em 15% das compras dos brasileiros, até mesmo daqueles que não usam a ferramenta para comprar, mas na pesquisa de produtos e opiniões.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido para o desenvolvimento do e-commerce brasileiro, mas é essencial saber que essa não é mais um comportamento restrito às classes mais altas, é uma movimentação cultural em massa e é preciso ficar de olho nela.

Supermercado Makeover

terça-feira, 21 de julho de 2009

O varejo vive em constante mudança e adequação. No caso das redes de supermercados norte-americanos, esta mutação tem voltado-se para a questão da sustentabilidade. Neste sentido, produtos orgânicos, sem transgênicos e reciclados são as novas palavras de ordem deste setor.

Os produtos orgânicos, mais do que os produtos de conveniência – fáceis de preparar – e produtos de baixas calorias, afirmaram-se com o a tendência de alimentos número 1 da década. O mercado de produtos orgânicos já soma, nos EUA, 23 bilhões de dólares e está crescendo exponencialmente.

Quanto aos transgênicos, a rede Whole Foods está adotando a verificação não-GMO (genetically modified organisms), que garante a não-comercialização de produtos transgênicos. A tendência é que as redes varejistas assumam este papel.

Além disto, a preocupação do supermercado não se restringe aos produtos. As redes Earthbound Farm e Naked Juice anunciaram que utilizarão sacolas plásticas 100% recicladas. A Earthbound Farm diz que a medida busca aproximar a comida orgânica e uma imagem mais responsável. Esta motivação veio a partir de uma pesquisa que identificou que a embalagem comprometida com o meio ambiente era o terceiro fator determinante na compra de alimentos dos consumidores norte-americanos. Na frente da embalagem, estão somente a premissa do produto ser fresco e com ingredientes adicionais bons para saúde.

Com estes três movimentos, o varejo norte-americano está mudando em alta velocidade: o mínimo para sobreviver neste segmento. E você, seja do varejo ou indústria, como está adequando-se às novas premissas de sustentabilidade?

Branding em varejo. Ou como gerar valor sem berrar preços no intervalo da novela.

domingo, 19 de julho de 2009

walmart-save-money-live-better1No recente estudo BrandZ2009 da Millward Brown, que rankeia as mais valiosas marcas do planeta, o Wal-Mart é o grande campeão na categoria varejo. Com vendas totais de quase 400 bilhões de dólares, o valor da marca WM é de 41 bilhões. Não quero falar de números aqui. O estudo completo está em http://www.brandz.com/output/. Meu ponto é outro. Como o maior varejo do mundo, que já foi acusado de explorar seus colaboradores, ter lojas cravejadas de balas por vândalos, se reinventar a ponto de crescer em um ano tão difícil como o de 2008?

Criando um posicionamento matador: Save Money. Live Better. E fazendo jus a ele. Não é só um tema de campanha, viu?

Convenhamos, o conceito é bom pra cacete. Combina uma proposta de economia, eixo histórico do WM, com um apelo emocional que insinua uma conexão permanente com seu público. Confesso que comecei a ler o relatório especial de varejo que lista as 25 mais valiosas marcas, com certo enfado. Numbers, numbers, numbers. Aí me deparo com a análise de nosso campeão Wal-Mart, meio desconfiado. A despeito dos números impressionantes, achei interessantíssima a análise da eficiência/eficácia(sempre me confundo) da campanha. E o que mais achei interessante foi a maneira simples de conferir isso(Representação, Manifestação e Conversação). E lá se foi qualquer desconfiança, porque os caras entregam o que prometem.

É tanto blá, blá, blá sobre construção de marca, tanto palavreado jogado ao léo sobre a tal construção de marca, que quando a gente topa com uma definição simples, fica surpreso. Voltando à campanha do WM: O conceito Save Money. Live Better., através da comunicação(Representação), seria muito menos efetivo sem a complementação de iniciativas in-store(Manifestação), lojas mais amigáveis, merchandising mais agradável, tráfego de loja mais organizado. Fechando o ciclo, um sem número de alternativas de interação(Conversação) entre a loja e os consumidores. Mas de maneira real, verdadeira, buscando um conhecer o outro. Simples, não? Óbvio, não? E quem catzo, está fazendo isso no varejo local?

Tic, tac, tic, tac. Nenhum? Poucos? Algum?

Talvez a Renner seja o exemplo mais próximo. Com certeza nenhum supermercadista, e sem medo de errar, nenhuma rede de eletro. Senhores marqueteiros do varejo: mirem-se no exemplo de Sam Walt.É possível construir marca(com valor!) no varejo. Representação - comuniquem valor da marca, além daqueles cartões de preços irritantes. Manifestação - transfiram essa noção de valor dentro das lojas, limpem aquele piso, pintem aquela parede, climatizem a loja. Conversação - estabeleçam um canal de duas vias entre a loja/marca e seus consumidores. (Nananinha, aqui não vale só colocar um 0800 robotizado ou aquele Fale Conosco no site, que ninguém responde).

Outra coisa: vamos parar de achar que nós - publicitários, gerentes de produto, gerentes de marketing, consultores -  construimos marcas. Quem constrói marca são aqueles que se identificam com algo que nós(a turma citada aí atrás) fazemos de relevante, para que essa gente toda lembre de uma marca, seja minimamente fiel a ela e que se a gente fizer direitinho eles façam o favor de contar pra outros. Esse é um tema que eu quero trazer novamente, analisando o texto delicioso do Jeremy Bullmore, o cara mais iluminado do WPP Group quando o assunto é consumo e marca. Prometo fazer isso durante a semana.

Dá uma olhadinha nesses comerciais, precisa ficar berrando no intervalo da novela??

http://www.youtube.com/watch?v=wjEjEWRcT14

http://www.youtube.com/watch?v=4XGshOMljFs&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=gBWr-DBp0EA&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=a1ik_QtyLUo&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=ybU6XCdY3Dw&feature=related

Mario Paravisi