Arquivo da Categoria ‘Música’

A Volta

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Se você pensava que nunca mais reviveria os dias de fita k-7, amigo, você estava enganado. Depois do revival dos discos de vinil e das mil e uma explicações de que a qualidade é tecnicamente comprovada, chegou a vez das fitas darem as caras.

Embora a volta ainda seja sutil, ela vem causando muita polêmica. Se poucas gravadoras se arriscam à lançar este formato, o que dizer sobre os consumidores já tão acostumados com seus iPods?

Realmente não parece existir – ainda – nenhum argumento forte o suficiente que convença o público a voltar a carregar walkmans na cintura e passar trabalho na hora de voltar ou avançar faixas.

De qualquer forma, a Subpop distribuiu fitas da banda Dum Dum Girls, e a cantora Goldfrapp lançou uma versão em k-7 do seu álbum mais recente – também existem boatos de que Beck estaria para lançar covers de Sonic Youth nesse formato.

Enquanto nada se define, fica a pergunta: será que essa “tendência” vai à diante?

Make Music. Now.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

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Para os inconformados por não tocar nenhum instrumento, ou cantar,bem, o startup UJAM trás a solução para os problemas. Quem curte música, mas não sabe tocar nada, ou simplesmente não tem tempo, o programa serve para compôr, produzir e publicar músicas. O projeto de Hans Zimmer e Pharrell Williams serve como um aplicativo para web, basta o interessado gravar algum ritmo, seja cantarolando, assobiando, batucando.  A tecnologia topnotch transforma esses sinais em uma peça de piano, guitarra, ou até mesmo uma orquestra inteira. Para aqueles que já tem uma certa experiência e tocam algo, o UJAM aperfeiçoa o som e os deixa em um tom harmõnico e o sincroniza com a música.

Confira o video e aguarde esse lançamento.

who am I?

quinta-feira, 18 de março de 2010

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Taí uma ideia estranha que não leva os créditos de Lady Gaga. Pelo menos é o que a gente acha, já que ninguém sabe realmente quem é a verdadeira (ou verdadeiro?) autora.

Desde dezembro de 2009, os vídeos da conta iamamiwhoami, no youtube, vem causando polêmica e discussões no mundo virtual. São quatro clipes até agora. Eles não fazem o menor sentido, mas já arrecadaram mais de 200 mil visitas e fãs inquietos que passam o dia inteiro tentando decifrar cena por cena.

Os clipes mostram uma moça de cabeleira loira, sempre pintada da cabeça aos pés, sussurrando sons indecifráveis numa batida ambiente-pop em cenários que vão de uma floresta no gelo até uma casa de madeira.

A semelhança com o videoclipe de Fighter de Christina Aguilera levou os investigadores virtuais a acreditar que ela poderia ser a dona da identidade de iamamiwhoami. Outras suposições levam à cantora sueca Jonna Lee, aposta mais provável nos comentários mais recentes dos vídeos. Mas não é de se surpreender que a primeira pessoa a ser pensada fosse Lady Gaga. Afinal, são virais muito bem bolados que despertam a curiosidade do público, coisa que a nova sensação do Pop entende muito bem.

Contudo, a teoria mais provável, e a que eu mais acredito, é que essa é apenas uma nova estratégia de alguma gravadora do mundo para divulgar uma nova cantora. Quem sabe uma nova discípula da Björk? É esperar para ver.

Já pensou como você pode despertar a curiosidade do seu consumidor?

Roleta #7 Música

quarta-feira, 10 de março de 2010

Sétima edição do Roleta - produto de pesquisa do Planejamento DCS - que busca dar pistas sobre comportamentos do consumidor através de perguntas rápidas, mas que podem ajudar a projetar sentimentos e desejos. Nesta edição a pergunta foi: “Que música é a sua cara?”. O projeto foi realizando em Porto Alegre no mês de março de 2010.

Clique na imagem abaixo para ver o vídeo e acessar o nosso canal no Vimeo.

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Lições da Indústria da Música

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A música é um conteúdo cultural tão relevante, tão permanente para a humanidade desde que foi criada, que não acredito na inexistência de uma indústria que se alimente dessa cultura.

A indústria da música passou por sérias transformações nos últimos anos. Tanto a chegada dos CDs, quanto a digitalização completa da música foram vistas sob lentes apocalípticas por muitas pessoas. “É o fim do mundo como o conhecemos…”.

De fato, essas transformações trouxeram grandes implicações, tanto para a música em si, quanto para a indústria que vive ao seu redor. Mas ao invés de um cataclisma, o que eu, particularmente, tenho observado é uma reinvenção.

Há pouco tempo atrás, ainda na esteira da discussão sobre músicas serem baixadas de graça, o Radiohead lançou seu álbum na internet para que as pessoas pagassem quanto quisessem. Arriscado, como toda grande ideia. Mas deu certo.
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Agora foi o Mos Def, rapper e ator americano, indicou o próximo passo. Ao invés de dar músicas de graça, ele modificou a maneira de vender a música.

Para lançar seu novo álbum, Ecstatic, ele está vendendo camisetas, com a capa do álbum na frente, a lista de músicas nas costas e um tag com um código para baixar o álbum na internet. Ele criou um novo canal de venda.

Talvez justamente por estar em ebulição e longe do risco de extinção é que seja tão interessante observar as lições que a indústria da música nos traz.