
Certamente, o meu discurso como Young foi o mais atrapalhado de todos os tempos. Eu apaguei as vogais do meu alfabeto. Esqueci de agradecer ao patrocinador. Gesticulei como um boneco de posto de gasolina. Enfim, coisas que acontecem quando alguém com quase dois metros de comprimento é pego de surpresa.
Por mais que eu tivesse me preparado, vi as pastas dos concorrentes e senti o drama. Pois, ainda que um bom número de criativos brilhantes ficasse de fora em função do limite de idade, tinha gente muito talentosa na disputa. Motivo a mais para ficar feliz e abestalhado com o resultado.
Mas depois que a adrenalina baixou e eu consegui voltar a andar sobre duas pernas, conversei com os jurados. Eles disseram que o meu portifólio tinha pontos fortes que fizeram a diferença.
O primeiro foi o conjunto de trabalhos que fiz com o meu dupla aqui na DCS, o Gregory Kickow. Meu grande e genial amigo que também é conhecido pela carinhosa alcunha de Polaco Dourado.
O segundo foram as ações integradas. Cases que tive a oportunidade de realizar na Box 1824 e na LiveAD em uma época em que o mercado ainda via blog como sinônimo de diário pessoal e Titanium era só o material daquelas chapas que são implantadas no fêmur. Foi uma experiência enriquecedora.
O terceiro ponto foi a vontade de ganhar. Com a ajuda do Gregory, e dos meus amigos Gustavo Tissot, o Everson Klein e o Gabriel Gama, consegui fazer uma apresentação diferente, que incluiu uma animação e um menu para o DVD onde consegui fazer uma piada com o viral das sobrancelhas do chocolate Cadbury. O Tissot, que é diretor de cena e trabalha na Mínima, foi simplesmente genial. Como sempre.
O agradecimento mais especial vai para a minha noiva, a Rossana Arriens, que SEMPRE me apóia. Smacks para a Mimi!
No mais, estou pegando boas dicas de quem já foi a Cannes e ouvi falar de um lendário jantar oferecido pelo Beto lá na Riviera Francesa. Na volta, quando eu me recuperar do coma, conto tudo para quem quiser saber.
Bisous,
Patrick