Desta vez foi para um exercício de direção de fotografia em uma faculdade de Curitiba.
Podiam ter escolhido qualquer filme, mas escolheram o nosso.
Muito legal. Aqui vai o filme.
Desta vez foi para um exercício de direção de fotografia em uma faculdade de Curitiba.
Podiam ter escolhido qualquer filme, mas escolheram o nosso.
Muito legal. Aqui vai o filme.

Voltar ao passado, em tempos de recessão, pode ser uma alternativa para aumentar a venda de produtos. Gigantes como a PepsiCo, Unilever, Genereal Mills e McDonald´s são alguns exemplos de companhias que aderiram ao sentimento de nostalgia e repassaram esta idéia para embalagem e ações promocionais de alguns de seus produtos. Cereais como Cheerios e Trix foram lançados em embalagens semelhantes às embalagens de cereais da década de 60. Há poucos dias atrás a PepsiCo lançou a Pepsi-Cola e a Montain Dew em versões retrô.
A nostalgia chegou até aos slogans de marcas, como no caso da Coca-Cola, que ressuscitou a frase “só pelo gosto dela”, utilizada em 1982, pela Diet Coke.
Os profissionais do marketing acreditam que neste momento, voltar ao passado pode ser uma forma de fazer com que os consumidores se sintam melhores, resgatando momentos mais fáceis que os atuais. Relançar produtos, slogans e embalagens em versões antigas pode ser uma forma de ajudá-los a apertar o botão de rewind.
Realmente, eu acredito que esta pode ser uma ótima forma de se aproximar do consumidor.Afinal de contas, independemente da crise, reforçar as memórias passado é sempre bom, além de reforçar a relevância no futuro.
Direto do BETABLOG.

Nos meus 22 anos de existência, nunca tinha recebido uma carta escrita a próprio punho. Até hoje.
Saindo da agência para almoçar, dei uma passadinha na caixa de correio e fui ver se tinha chegado alguma revista nova.
Quando chego lá, encontro um envelope endereçado a mim.
Abro, é sobre uma confirmação de palestra que vou dar em uma escola.
Mas isso não foi o mais importante.
O importante foi a relevância de receber uma carta.
Caraca, 40 emails por dia, quase 150 mil emails em 10 anos. E uma carta!
A carta acaba tendo um poder muito maior.
Transpondo isso para a propaganda e a fase “überdigital” que estamos passando, sempre é importante lembrar o título deste post para qualquer coisa que pensamos.
Estamos em uma época que acreditamos muito em soluções digitais (realmente elas tem muito poder nos dias de hoje), mas temos que nos lembrar que não é só isso.
É tudo uma questão de relevância, e a relevância é de cada um.

Nunca os brasileiros se separaram tanto. Segundo o IBGE, um em cada quatro casamentos foi desfeito no último levantamento em 2007. Com tanta gente separando-se, quem se mantém casado deveria comemorar, certo?
Na teoria, sim, mas estas coisas a gente só descobre falando com quem vive este universo. Para saber qual é o status das bodas, fomos a campo e conversamos com diversos presenteiros de grandes cidades do Brasil.
E, na prática, descobrimos que a comemoração de bodas (comemoração de aniversário de casamento) nunca esteve tão em baixa. Hoje, segundo os presenteiros, a proporção de quem monta lista de casamentos pra quem faz lista de bodas é de cem para um (!). Já foi bem mais favorável…
A quase extinção das bodas está ocorrendo porque os casais consideram hoje este um ritual muito antiquado pela sua formalidade. Quem comemora já o faz incluindo elementos de modernidade, como substituir presentes de uso bissexto por viagens e outras formas de lazer.
O próprio casamento já se tornou anacrônico e reciclou-se junto a novas gerações, assumindo vários formatos e mantendo-se como ritual. O fim das bodas as we know it abre espaço para uma renovação. Afinal, novos rituais iniciam-se em algum momento - e que marca não gostaria de associar para si atributos de fidelidade, confiança, companheirismo e durabilidade? Rituais mudam, mas a essência que os faz existir, permanece.
Direto do BETABLOG.
Lá no BETABLOG tem dois vídeos de street style que foram postados já faz algum tempo: um de Paris e Milão e outro de Nova York. Mas no mundo inteiro já são vários os blogs que se dedicam a registrar a moda usada na rua. E, graças à internet (e tudo mais que você conseguir elencar mentalmente), não demorou muito para as composições de rua influenciarem as passarelas e as ruas do mundo inteiro.
Só para dar alguns exemplos ao redor do mundo: Helsinki, Paris, Milão, NY, Tokyo, Copenhagen, Buenos Aires, Berlin, Londres, Barcelona, São Paulo e até Porto Alegre. O mais famoso deles, talvez, seja o The Sartorialist, que, além de Nova York, já fotografou as ruas de vários locais do mundo.
Na maioria destes blogs já víamos looks boyfriend, meia-calça vermelha e ombros marcados muito antes das revistas de moda darem a devida atenção a eles. Para o próximo verão brasileiro eu apostaria em flores, preto+branco e influência japonesa, que estão aparecendo bastante no hemisfério norte.
Acredito que a maioria das pessoas já esteja atenta a este tipo de movimento, mas não custa relembrar a importância desses endereços não somente como referência de moda, mas também como comportamento e inspiração. Afinal, é tão fácil assinar um RSS, não?
O designer da DCS, Fernando Togni, teve seu trabalho selecionado num concurso da revista IdN (International Designers Network) em parceria com a banda Omega Code. A proposta era criar um cartaz que incluísse o logo da banda e os temas religião, esoterismo e misticismo. E mais do que ser um selecionado entre diversos designers do mundo inteiro, Fernando ficou entre os 20 melhores e sua arte vai estar em destaque no livro que será publicado pela Omega Code e a IdN. É mais um talento da DCS fazendo bonito lá fora. Parabéns, Fernando.

Veja aqui os outros trabalhos vencedores.
Aproveitando o embalo do último post, do Gustavo, vale lembrar de um outro comportamento que tende a florescer em períodos de crise como os atuais: a busca por empresas de reparos e restauração.

Sentindo-se traídas e inseguras (falamos sobre isso na apresentação do estudo Vendendo na Crise - DCS/WPP), as pessoas vão rever o seu conjunto de valores.
Ou seja: consumo desenfreado “is out” e moderação (ou frugalidade, como tem se falado) “is in”.
Nesse contexto, restaurar uma calça usada ou reparar um calçado antigo tende a ser uma atitude mais recorrente do consumidor.
As empresas que oferecem esses serviços estão prosperando e inclusive abrindo franquias ao redor do mundo, em plena crise. Provando que em todo problema há uma oportunidade.
Aqui no Brasil esse comportamento não se restringe aos períodos de crise. Em 2007 estivemos na casa das mulheres nordestinas, conversando com elas e vivendo um pouco do seu dia-a-dia. E um dos highlights dessa imersão foi justamente que o nordestino é muito afeito ao reparo de calçados, por exemplo.
Será que esse comportamento vai se intensificar?
Isso também não indica que produtos com maior versatilidade de uso tendem a ser mais procurados?
Direto do BETABLOG.

Filme da Allstate
Peguei isso de um artigo do Usa Today.
Em tempos de crise, algumas empresas americanas estão tentando reafirmar a sua competência e capacidade através da de sua longevidade.
Afirmar-se como um empresa que teve ginga, ética e capacidade de suportar por todas as turbulências dos últimos 100 anos parece ser uma bela estratégia em tempos que o consumidor se sente traído e inseguro.
O indício mais icônico disto é a seguradora Allstate, que está trabalhando na sua campanha o conceito “We survived the depression”. Para sustentar esta estratégia, dois argumentos utilizados são ótimos – a empresa foi fundada em 1931 (um ano de profunda crise) e que ela já passou por 12 crises.
Talvez não se precise chegar a tanto, mas o conceito de solidez na identidade faz bem para qualquer marca.
Tenho um impulso que ainda não consegui tratar: comprar e ler(ainda que nem sempre dê) todo o tipo de revista. Da Bravo a Wallpaper.
Pois é. Aí é que o bicho pegou. Nos últimos dias, consequência do acúmulo de viagens, juntei um embaraçoso volume de revistas, que ainda não sei como dar cabo de ler. Nesse final de semana, quente e ensolarado em Porto Alegre, juntei 5 delas e me aboletei numa espreguiçadeira. Numa espécie de roleta russa, catei a primeira: Esquire. Target: jovem americano, metido a descolado, juntando dinheiro pra comprar alguma daquelas maravilhas anunciadas nas impressionantes primeiras vinte páginas. De ternos Prada ao último modelo de notebook da Dell. Direção de Arte caprichada, diagramação impecável. Uma matéria sobre como fazer a mala, uma outra, vá lá, interessante, sobre produtos “green”, mochilas com baterias solares que carregam o notebook e por aí vai. Uns samples de perfumes depois, joguei aquele monte de papel bem editado na grama. Alguma reflexão? Necas.
Com o mesmo critério solar-randômico, passei a folhear a Wallpaper. Sessenta páginas de anúncios depois, a gente acha o primeiro texto. Uma carta do editor, fazendo loas a uma exposição do Corbusier em Londres, concreto pra cá, lofts pra lá, não fui até o fim do texto, porque o cara começou a falar do bairro onde ele nasceu, o qual eu não tive o menor interesse em conhecer. Anúncios do Patek Philippe depois, me deparo com uma matéria com título metido, falando sobre taxidermia aplicada ao design, ilustrada por horrorrosos lustres de pombos empalhados. Eu já estava começando a me irritar com aqueles anúncios de produtos que só são usados…nos anúncios. Fala sério: quem toma banho numa banheira de quatro pontas com um chuveiro no meio? Mais adiante fiquei intrigado com um anúncio de uma tal Eggersmann(www.eggersmann.com). Não dá pra saber se é uma cozinha, um balcão ou uma tumba. Vai lá no site e descubra você mesmo. Força na peruca. “Mario, seu ignaro, é a Wallpaper, dá um desconto”. Minha paciência acabou quando cheguei a pagina 187. Trick Shot era o título da matéria sobre mobiliário de formas geométricas. Feios, inúteis, frios.
Deu, não é? Quem lê deve estar se perguntando por que esse cara está com raiva de uma revista tão bacana como a Wallpaper.
É que, no dia-a-dia, a gente acaba sorvendo tanta coisa sem sentido, sob a desculpa da busca de “referências”. Vale para a propaganda, para a cultura, para a arte e qualquer outra manifestação humana. Acabamos substituindo o olhar curioso. O olhar reflexivo. Afinal está tudo ali, naquela estética pós-não-sei-o-quê. É rapido, incolor, insípido e inodoro. Nem ler, precisa.
Ainda bem. Diminuí minha pilha de revistas com certa rapidez e fui ler Vitaminas Filosóficas, que eu surrupiei da mesa do Beto Callage. Que alíás, recomendo pra quando o olho cansar do photoshop.