Arquivo de outubro de 2009

Será que o Kindle vai salvar os jornais?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Desde que os jornais começaram a disponibilizar seu conteúdo online, surgiu a pergunta (ainda sem resposta): será que o jornalismo impresso vai acabar?

É consenso que é muito mais prático e lógico ler notícias quase em tempo real pela web do que esperar o jornal impresso na manhã seguinte. Mas pesquisas apontam que a publicidade online ainda não é capaz de sustentar os portais jornalísticos.
Qual é a solução para os jornais, então?

Alguns dizem que é o Kindle, o leitor de eBooks da Amazon.

E nesta quarta-feita a empresa lançou a versão internacional do Kindle, que está em fase de pré-venda em mais de 100 países, incluindo o Brasil. E O GLOBO é o primeiro jornal brasileiro a lançar uma versão para o leitor de eBooks, versão que promete ser entregue automaticamente no Kindle a partir das 5 horas da manhã (horário local do Rio de Janeiro).

A assinatura mensal dessa versão do jornal custa $15,99 e o leitor também tem a opção de comprar somente a edição do dia, por $0,99.

Teenager Mythbusting

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Comecei a ler um dos últimos reports da Nielsen, sobre o consumo de mídias pelos adolescentes.

Tem muita coisa interessante.

O report todo é em ritmo de mythbusting – desmistificando coisas que tomamos por certas em relação aos adolescentes.


Mito: Adolescentes consomem 10 mídias ao mesmo tempo.
Verdade: Eles são mais focados no consumo de mídia que os adultos.

Mito: Adolescentes estão abandonando a TV por novas mídias.
Verdade: Eles estão assistindo mais TV do que nunca.

Mito: Adolescentes gravam programação para evitar comerciais.
Verdade: Eles preferem assistir a programação ao mesmo tempo em que está sendo transmitida.

Mito: Adolescentes são os que mais assistem vídeos online.
Verdade: Eles assistem menos vídeos online que a geração anterior.

Mito: Vídeos no celular estão fora do alcance financeiro dos adolescentes.
Verdade: Eles são os que mais assistem vídeos no celular.

Mito: Adolescentes são os que passam mais tempo na internet.
Verdade: Eles navegam menos da metade do tempo de um usuário médio.

Mito: Adolescentes acham que o cinema é old-fashioned.
Verdade: Eles vão ao cinema mais que qualquer outra faixa etária.

Mito: Adolescentes nem sabem mais o que é um jornal.
Verdade: Um quarto dos adolescentes nos EUA lê o jornal diariamente.

Mito: Publicidade tradicional não funciona com os adolescentes.
Verdade: Os adolescentes são mais propensos a gostar de uma propaganda, se ela for relevante, claro.

Essas são só algumas das informações que o report traz, todas devidamente embasadas pelas pesquisas realizadas globalmente pela Nielsen.

Lendo isso a gente vê que realmente não faz sentido achar que já se sabe tudo sobre o consumidor, ainda mais quando se tratam de adolescentes.

Desenergéticos agitam o mercado

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Nada de agitação, o tipo de bebida que mais cresce nos EUA são as bebidas funcionais do tipo desenergéticos. A previsão é das vendas crescerem 30% nos próximos 2 anos por lá.

Os desenergéticos são drinques não alcoólicos feitos para relaxar, à base de ervas e calmantes.
Destes produtos, podemos destacar dois. O Drank e o ViB.

O Drank é feito de ervas calmantes e o hormônio melatonina (para tratar insônia). Lançado em 2008, já teve crescimento de 317% nas vendas até este ano.

Já o ViB (sigla para Vacation In a Bottle) contém um aminoácido chamado L-teanina, presente também no chá verde.

Com rotina cada vez mais atribulada, a pressão das grandes cidades e o consequente e crescente estresse e ansiedade da população, os caras acertaram em cheio em enxergar esta oportunidade. Em breve aqui vai bombar também, nas principais capitais.

Esta iniciativa é um grande exercício de “por que não?”, de pensar diferente. E você, o que tem pensado de oportunidades ultimamente?

The Girl Effect

terça-feira, 13 de outubro de 2009

The Girl Effect é um projeto social com uma missão bem interessante: ajudar garotas entre 10 e 24 anos dos países não-desenvolvidos.

Só isso? Sim. Mas só isso, segundo a organização do G.E, ajudar essas garotas pode ser a resposta para salvar a economia.

O raciocínio por trás disso é bem simples. Garotas dessa faixa etária, nos países subdesenvolvidos, acabam invariavelmente contraindo HIV ou engravidando (ou ambos). Sem condições de identificar ou tratar a doença, ou estrutura (financeira e psicológica) para criar um filho (ou vários deles, como é mais comum), elas acabam aumentando a força dessa grande bola de neve que atrasa o desenvolvimento de muitos países.

Ajudando uma garota dessas, diminui-se a força da bola de neve, cria-se uma mulher capaz de contribuir ativamente na sociedade e na economia e possivelmente uma evangelizadora, que vai ajudar outras garotas como ela.

Vocês podem ver o manifesto e mais informações sobre o Girl Effect aqui.