Posts com a Tag ‘Comportamento’

Tribalismo

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Nos EUA, muitas expressões artísticas do momento estão remetendo ao tribalismo. A música Boom Boom Pow da banda Black Eyed Peas, que valoriza o ritmo e a batida primitiva ficou vários meses em primeiro lugar nas paradas.
Há pouco, Avatar acabou de se tornar o filme com a maior bilheteria do cinema. A película trata basicamente de um humano que se torna parte de uma tribo que vive em uma floresta. Além disso, alguns outros filmes e seriados tangenciaram essa temática falando sobre lobisomens e vampiros - todos são uma mistura do homem com alguma criatura que é animal ou se comporta como tal.

O que aparece na cultura é um indicador do que as pessoas estão pensando ou se comportando. O tribalismo agora é uma tendência muito forte. É, possivelmente, um reflexo da descrença das instituições (como os bancos que faliram, ou as empresas que demitiram em massa), então as pessoas buscam aquilo que é mais básico, instintivo, quase animal, em si mesmos.

O interessante é que algumas marcas nos EUA já viram esse movimento e se apoderaram de suas características. A marca de roupas Diesel por exemplo assumiu a irracionalidade, ou “Be Stupid”. A Wrangler, mostrando corpos seminus em paisagens áridas, afirma “We are animals”. A tendência é americana, por aqui ainda não apareceu sinais tribais relevantes.

Roleta #6 - Superpoderes

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O roleta é um projeto de verificação de comportamento e de busca de insights do consumidor através da realização de perguntas rápidas, atuais e projetivas.

Na primeira versão do ano (e a sexta edição do projeto), as perguntas foram: Se você pudesse escolher um superpoder qual seria? E o que você faria com ele?

É incrível ver como essa pergunta teve a capacidade de retratar a psique, o cenário e os interesses do portoalegrense.

O futuro da classe C

domingo, 13 de dezembro de 2009

O Data Popular, braço do grupo Datafolha focado nas classes de baixa renda, divulgou, no início desta semana, quais serão as 10 tendências para a classe C. Até o momento foram realizadas 100 mil entrevistas em 180 cidades brasileiras, o que permitiu traçar o comportamento e perspectivas para o futuro desta classe.

O Data Popular ressaltou que são vários os motivos para focar-se na classe C. Atualmente, ela representa 90% da população brasileira, é responsável por 79% do consumo, atinge 69% do mercado de cartões de créditos, representa 86% dos total de internautas no Brasil e movimenta mais de 760 bilhões por ano.

E então, como será a classe C no futuro?

1. Consumo de inclusão: a classe C também quer comprar, mas o foco é diferente da classe A. Eles preferesm a qualidade e a quantidade, não o status e a exclusividade.

2. Acesso e qualidade: para a classe C, a compra é considerada um investimento. Eles pesquisam antes de comprar.

3. Capilaridade, aval e segmentação: o ponto de venda deve ser próximo, pois fazem compras a pé e, na falta de dinheiro, sempre há o mercadinho da esquina que vende fiado.

4. Redes, dicas e boca a boca: são mais colaborativos e dividem a informação com a família e os vizinhos. Todos dão dicas de descontos, bons produtos e atendimento. E uma vez conquistados, se mantêm fiéis.

5. Tecnologia, família e invstimento: o computador conquistou seu espaço na sala da família de classe C. Representa acesso ao conhecimento, entretenimento e lazer.

6. Educação e cultura: caminho para a ascenção social. Estudar funciona como um plano de previdência familiar pois melhora a qualidade de vida de todos.

7. Juventude geração C: o Brasil do futuro tem a cara dos jovens da atual classe C. E esse jovem tem voz ativa dentro da família, 68% deles estudou mais do que os pais.

8. Identidade e autoestima: valoriza a conquista e enaltece a origem. Aqui vale a pena prestar atenção na regionalidade, na comunidade e na igreja.

9. Vaidade e beleza: estar bem arrumada é uma forma de diminuir as barreiras étnicas e sociais. As mulheres gastam em média 50 reais por mês no salão e 89% das entrevistadas afirmam que os cuidados pessoais as fazem melhores.

10. Novos papéis e nova família: a relação homem e mulher ganha maiores contornos nesta faixa de renda. 30% das familias da classe C são chefiadas por mulheres. A tão desejada igualdade de direitos chegou primeiro na classe C.

Será que o Kindle vai salvar os jornais?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Desde que os jornais começaram a disponibilizar seu conteúdo online, surgiu a pergunta (ainda sem resposta): será que o jornalismo impresso vai acabar?

É consenso que é muito mais prático e lógico ler notícias quase em tempo real pela web do que esperar o jornal impresso na manhã seguinte. Mas pesquisas apontam que a publicidade online ainda não é capaz de sustentar os portais jornalísticos.
Qual é a solução para os jornais, então?

Alguns dizem que é o Kindle, o leitor de eBooks da Amazon.

E nesta quarta-feita a empresa lançou a versão internacional do Kindle, que está em fase de pré-venda em mais de 100 países, incluindo o Brasil. E O GLOBO é o primeiro jornal brasileiro a lançar uma versão para o leitor de eBooks, versão que promete ser entregue automaticamente no Kindle a partir das 5 horas da manhã (horário local do Rio de Janeiro).

A assinatura mensal dessa versão do jornal custa $15,99 e o leitor também tem a opção de comprar somente a edição do dia, por $0,99.

Teenager Mythbusting

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Comecei a ler um dos últimos reports da Nielsen, sobre o consumo de mídias pelos adolescentes.

Tem muita coisa interessante.

O report todo é em ritmo de mythbusting – desmistificando coisas que tomamos por certas em relação aos adolescentes.


Mito: Adolescentes consomem 10 mídias ao mesmo tempo.
Verdade: Eles são mais focados no consumo de mídia que os adultos.

Mito: Adolescentes estão abandonando a TV por novas mídias.
Verdade: Eles estão assistindo mais TV do que nunca.

Mito: Adolescentes gravam programação para evitar comerciais.
Verdade: Eles preferem assistir a programação ao mesmo tempo em que está sendo transmitida.

Mito: Adolescentes são os que mais assistem vídeos online.
Verdade: Eles assistem menos vídeos online que a geração anterior.

Mito: Vídeos no celular estão fora do alcance financeiro dos adolescentes.
Verdade: Eles são os que mais assistem vídeos no celular.

Mito: Adolescentes são os que passam mais tempo na internet.
Verdade: Eles navegam menos da metade do tempo de um usuário médio.

Mito: Adolescentes acham que o cinema é old-fashioned.
Verdade: Eles vão ao cinema mais que qualquer outra faixa etária.

Mito: Adolescentes nem sabem mais o que é um jornal.
Verdade: Um quarto dos adolescentes nos EUA lê o jornal diariamente.

Mito: Publicidade tradicional não funciona com os adolescentes.
Verdade: Os adolescentes são mais propensos a gostar de uma propaganda, se ela for relevante, claro.

Essas são só algumas das informações que o report traz, todas devidamente embasadas pelas pesquisas realizadas globalmente pela Nielsen.

Lendo isso a gente vê que realmente não faz sentido achar que já se sabe tudo sobre o consumidor, ainda mais quando se tratam de adolescentes.

Desenergéticos agitam o mercado

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Nada de agitação, o tipo de bebida que mais cresce nos EUA são as bebidas funcionais do tipo desenergéticos. A previsão é das vendas crescerem 30% nos próximos 2 anos por lá.

Os desenergéticos são drinques não alcoólicos feitos para relaxar, à base de ervas e calmantes.
Destes produtos, podemos destacar dois. O Drank e o ViB.

O Drank é feito de ervas calmantes e o hormônio melatonina (para tratar insônia). Lançado em 2008, já teve crescimento de 317% nas vendas até este ano.

Já o ViB (sigla para Vacation In a Bottle) contém um aminoácido chamado L-teanina, presente também no chá verde.

Com rotina cada vez mais atribulada, a pressão das grandes cidades e o consequente e crescente estresse e ansiedade da população, os caras acertaram em cheio em enxergar esta oportunidade. Em breve aqui vai bombar também, nas principais capitais.

Esta iniciativa é um grande exercício de “por que não?”, de pensar diferente. E você, o que tem pensado de oportunidades ultimamente?

The Girl Effect

terça-feira, 13 de outubro de 2009

The Girl Effect é um projeto social com uma missão bem interessante: ajudar garotas entre 10 e 24 anos dos países não-desenvolvidos.

Só isso? Sim. Mas só isso, segundo a organização do G.E, ajudar essas garotas pode ser a resposta para salvar a economia.

O raciocínio por trás disso é bem simples. Garotas dessa faixa etária, nos países subdesenvolvidos, acabam invariavelmente contraindo HIV ou engravidando (ou ambos). Sem condições de identificar ou tratar a doença, ou estrutura (financeira e psicológica) para criar um filho (ou vários deles, como é mais comum), elas acabam aumentando a força dessa grande bola de neve que atrasa o desenvolvimento de muitos países.

Ajudando uma garota dessas, diminui-se a força da bola de neve, cria-se uma mulher capaz de contribuir ativamente na sociedade e na economia e possivelmente uma evangelizadora, que vai ajudar outras garotas como ela.

Vocês podem ver o manifesto e mais informações sobre o Girl Effect aqui.

Solta o verbo!

sábado, 19 de setembro de 2009

“Meu amigo acabou de assinar internet banda-larga para seu computador. Eu o encontrei no café e ele parecia terrível – a cara pálida, olhos vermelhos… Ele me diz que está determinado, dia e noite, a baixar todos os álbuns que ele já possuiu, perdeu, desejou, ou se interessou casualmente; ele agora parou até de escutar esses álbuns, e gasta seu tempo insone observando uma barra de progresso… Ele diz que é como se todos os seus aniversários tivessem vindo de uma vez só, que é como eu percebo que ele quer dizer, precisamente, que ele sente que vai morrer.”

Don Paterson, poeta. Citado por John Freeman, autor do livro “A Tirania do Email”, que será lançado em breve, neste artigo no Wall Street Journal.

Meet the Tweens

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Enquanto Twitter e You Tube pensam em como ganhar dinheiro através de patrocínios ou medição de audiência, a rede social Habbo, voltada para tweens, surgiu com uma proposta que parece interessante.

Até o próximo domingo a rede fará uma ação especial envolvendo cinco marcas para mostrar o potencial de interação que elas podem ter com seus consumidores.

Avon, Disney, Fnac, Central do Intercâmbio e BBC terão páginas construídas em conjunto com a equipe de consultoria da Habbo e disputarão entre si pela atenção dos usuários. E para chamar a atenção valem banners, páginas e personagens temáticos, salas especializadas, entre outros.

Quem conseguir a maior atenção da audiência ganhará um crédito de R$ 50 mil para executar uma campanha na rede.

O que você acha dessa ação? Sua marca participaria?

O impacto das pequenas mudanças

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O que são 5 minutos no seu dia? Alguns vídeos do Youtube? 50 emails respondidos? Uma soneca rápida?

Vamos fingir que nos próximos 5 minutos você não tem absolutamente nada pra fazer, a não ser esperar. O que você faria nesse tempo?

Ok. Agora imagine que você está abastecendo seu carro em um posto. E ao invés 5 minutos ociosos você tem 15 minutos. Já pensou no impacto que isso pode ter no seu dia-a-dia?

Pois isso pode se tornar realidade em um futuro não muito distante. Os carros elétricos, que estão ganhando cada vez mais força no cenário mundial, levam em média 15 minutos para uma carga rápida – ao contrário dos 5 minutos, em média, de abastecimento de um carro movido a gasolina.

Já pensou nas oportunidades que isso pode gerar? Para os postos? Para as empresas de telefonia? De comunicação? De veículos?