
Na revista Época Negócios deste mês, há uma matéria muito legal sobre o estilista Alexandre Herchcovitch e a mudança que aconteceu com a sua marca nos últimos anos.
Com o desafio de fazer a marca crescer, Herchcovitch vendeu 70% da empresa para o grupo InBrands, que tomou as rédeas administrativas e cumpriu seu dever: o estilista nunca esteve tão em alta como agora.
Além de Herchcovitch, a InBrands também administra as marcas 2nd Floor, Ellus e Isabela Capeto e os dois maiores eventos de moda do país: São Paulo Fashion Week e Fashion Rio.
Assim como a InBrands, várias outras cooperativas auxiliam estilistas em todo o mundo.
Ser famoso ou renomado no mundo da moda não é sinônimo de bussinessman.
A matéria assegura que esses conglomerados são tendência. Mas fica a dúvida: será que isto é positivo para o mercado da moda? Será que isto não vai gerar uma concentração de mercado excessiva e inibir o empreendedorismo, a criatividade e os novos talentos?
Ou será que veremos algo parecido ao que ocorre na propaganda, com a concentração em grandes grupos e pequenas (mas muito pequenas) hotshops brigando por algum espaço?
Acho que o grande desafio para os conglomerados de moda é justamente esse. Como ser eficaz operacionalmente, rentável, atrativa para investidores e ao mesmo tempo fomentar ou incubar as pequenas iniciativas?
Ou será que não? O que você acha? O que você acha que os consumidores acham disso tudo?
