
Última pesquisa feita pelo Ibope para a ABAP mostrou que os brasileiros são apaixonados por propaganda. Ok, nem todos, mas a maioria sim.
Segunda a pesquisa, 87% das pessoas gostam da publicidade e 67% consideram-na importante em suas vidas. A pesquisa ainda classificou o público entrevistado em cinco grupos: apaixonados (30%), apaixonados desconfiados (18%), racionais (19%), reguladores (19%) e rejeitadores (14%). Numa média geral, os brasileiros, embora receptivos, são mais exigentes e restritivos com as informações publicitárias que vêem todos os dias.
A publicidade já não é mais a vilã da história. Seja porque ela se modificou ao longo dos anos e deixou de ser agressiva para ser mais respeitosa e divertida, ou porque o público se acostumou com sua presença, deixando-a fazer parte do seu dia-a-dia. Quase metade do público entrevistado (42%) acredita que a vida seria chata e monótona sem publicidade.
Apesar destes dados otimistas, em casos como o Twitter, por exemplo, uma polêmica está sendo criada por conta das mensagens patrocinadas que o site está tentando implantar na rede. Até agora, os comentários de usuários foram negativos.
Se em níveis mundiais o público está respondendo assim, será que no Brasil será a mesma coisa? Até que ponto a publicidade realmente não incomoda o brasileiro?
É difícil passar uma reunião, algum papo no elevador, ou uma palestra, ou o que seja, sobre comunicação, em que não se fale de engajamento. E de “ser falado”. Não necessariamente nessa ordem. Não necessariamente distinguindo um do outro.